NAQUELE TEMPO – Pequeno conto histórico sobre a Capoeira

Segunda edição, Dezembro 2012:

“ A capoeira nao tem apenas uma verdade, ela tem varias verdades e varias outras verdades que se fazem a cada roda a cada toque do berimbau, por isso a capoeira nao pode ter um dono e muito menos um dono da verdade, nois temos ter humildade………..” (Mestre Tony Vargas ).

PEQUENO CONTO HISTORICO SOBRE A CAPOEIRA

Como muitos ja nos contaram a capoeira nasce de um misto de raças, naçoes, cor, crenças, rituais, tradiçoes e diversas culturas.
Muitos africanos vinham deportados como escravos para o Brasil e nao so, pessoas de varias naçoes que pouco e mal podiam se comunicar entre eles.
Com o passar do tempo estes povos de escravos começaram a se unir encontrando uma linguagem comum, as suas tradiçoes, religioes, danças e lutas e se misturavam. Tudo isto num contexto europeu.
Homens a quem tudo isso tinha sido tirado, deviam se apoderar da propria vida e para o fazer a primeira coisa era nao perder a propria cultura, reconhecer as proprias origens, conhecer a propria historia e sentir o ritmo dentro de si, deixa-lo sair e sentir o que eram.
Homens que deviam resistir a condiçes de vida impossiveis e so con a persistencia e a resistencia podiam esperar de sair vivos. Por resistencia nao se entende somente fisica mas tambem ideologica, resistir a imposiçao dos novos valores culturais, de uma nova religiao e lingua que vinham impostas pelos feitores aos negros.
A volta deste mosaico cultural nasce uma unica oportunidade de por em ordem os proprios valores e simbolos partindo de dois pontos comuns: ser escravo e ser negro africano.
Documentos que comprovam onde, como, quando e com quem nasce a capoeira nao existem.
As tradiçoes africanas vinham mantidas so oralmente, os primeiros documentos que nos falam desta arte sao de alguns viajantes, de arquivos da policia a partir do inicio de 1800 e dos primeiros pesquisadores, estudiosos do folclore brasileiro (inicio 1900).
Algumas hipoteses do nascimento da capoeira chegaram dos viajantes que se referem a semelhanças com a dança do n’golo em Angola, bassula em Luanda, mani ou bombosa em Cuba e ainda a lagva em Martinica, mas nao podemos esquecer que muitos escravos uma vez comprada a propria liberdade voltava nas terras africanas.
Os documentos que se salvaram, falam de uma capoeira urbana, uma luta a procura da liberdade perdida, uma forma de resistencia cultural e social.
Como todas as manifestaçoes culturais africanas e depois afro-brasileiras, a capoeira era perseguida, marginalizada, abraçando em grande parte pessoas de baixas condiçoes sociais, cada um com a propria forma de vadiar. Uma luta que devia ser escondida, uma luta feita de grupos rivais, de desafios pessoais, eram na maioria negros africanos e escravos ate a primeira metade de 1800, a partir da segunda metade do seculo XIX se ve tambem a presença de brancos, estrangeiros, homens livres e pouquissimas mulheres. Uma capoeira feita para malandros, trabalhadores e escravos.
Em 1890 a capoeira entra no codigo penal, perseguida legalmente ate 1934 quando termina a repressao con o decreto do presidente Getulio Vargas.
Uma capoeira que devia sobreviver dentro de um contexto hostil, se mudar conforme o lugar, as condiçoes e as exigencias. Uma capoeira que se transformou tambem em dança, atraçao, combatiam ao som do frevo nos desfiles da cidade.
Com o fim da escravidao, a capoeira è reconhecida como luta brasileira, os militares a usavam, e leva a aprendizagem as casermas e as escolas, devia ser o orgulho da naçao brasileira. Vem trazida fora de um contexto marginal, ai se divulga e se institucionaliza (1930) hoje esta arte è reconhecida como patrimonio cultural.
Partindo do facto que nao existe uma unica verdade na capoeira, pegamos tres cidades modelo, tres cidades importantes de estrategicas economicas e politicas que desenvolveram esta arte com caracteristicas peculiares:
Rio de janeiro, Salvador e Recife.

RIO DE JANEIRO

Nos primeiros 10 anos de 1800 a capoeira aterrorizava a cidade com as maltas, grupos rivais de capoeiristas que com facas ou qualquer instrumento de ponta percorriam as estradas. Uma resposta cultural que desafia o estado escravista.
Geralmente as informaçoes dos arquivos da policia nao dao grandes informaçoes sobra as violaçoes cometidas pelas maltas, mas a brutalidade dos castigos dados testemunham as preocupaçoes das autoridades.
A capoeira nao era so contra as autoridades mas tambem para delinear diferenças e herarquias entre as varias etnias de escravos e era uma via de fuga para quem queria reconquistar a propria liberdade.
Dividiam a cidade em quarteiroes, ruas, praças e passar estes confins queria dizer afrontar batalhas e guerras.
Na segunda metade do sec. XIX as duas maltas principais foram os Guavamus ( se identificavam com os novos nativos brasileiros, mulatos) e Nagoas (ligados as condiçoes de escravos e africanos).
Iniciam a fazer parte do mundo capoeiristico, mulatos, homens livres e negros nascidos ja no Brasil, novos conflitos nascem para manter a propria supremacia, africanos contra brasileiros, escravos contra homens livres, etc.
Os grupos de capoeira tinham fortes ligaçoes com os vendedores, casas de jogos, ambulantes e bancas de jornal.
Alem das maltas tinham tambem os amantes da capoeira como tradiçao, como ponto de encontro entre os imigrantes, se tinham afastado da violencia e geralmente ficavam um pouco mais isolados.
Em 1890 representam o ano da repressao legalizada, a ausencia de lugar na cadeia e as continuas fugas levam a autoridade a expulsar capoeiristas para a ilha de Fernando de Noronha.
Dois dos maiores responsaveis da repressao contra os capoeiristas foram: Sampaio Ferraz e Nunes Vidigal levando a quase eliminar as maltas e da capoeira carioca sobreviveram com a figura dos malandros, ou atraves de pequenas corporaçoes militares.

SALVADOR

“ tal e qual os carregadores de café do Rio, os da Bahia cantam e gritam, quando em serviço. Seu andar, porem, è sempre tardio e medido comparado com o trote acelerado de seu colegas fluminenses.” ( D. P. Kidder)
Na Baia as coisas foram ligeiramente diferentes, nao existiram fortes grupos e maltas como no Rio, o periodo de maior repressao foi em torno a 1920 com Azevedo Gordilho que nao so perseguiu a capoeira mas todas as manifestaçoes culturais dos negros africanos.
Em Salvador se usava pouco o artigo 402, aqueles que eram presos nao era por causa da capoeira mas por varios tipos de crimes e lesoes corporais, artigo 303.
Na segunda metade do sec. XIX a capoeira nao era sempre atacada, fazia parte do mundo quotidiano dos trabalhadores de estrada, uma forma de quebrar um duro dia de trabalho, e marcar diferença hierarquica e social e para as autoridades era tambem uma forma de controle.
Com o aumento da autonomia de alguns escravos, o aumento da populaçao negra livre, nao eram so os senhores (donos dos escravos) mas tambem as autoridades a comandar este povo de rua, com a intençao de disciplinar os negros tanto no seu trabalho mas tambem no seu tempo livre.
A cultura da capoeira abraçava principalmente os jovens, crianças e poucas mulheres, todos em contato com a vida quotidiana da estrada.
Toda a nova zona portuale em construçao era um ponto de encontro estrategico para os negros trabalhadores, zona considerada de alto risco para a policia, onde aconteciam desordens e confrontos entre os capoeiristas.
E sempre nesta zona que fazem historia os meninos de rua, tanto falados por jorge Amado, jogando capoeira, que era tambem uma oportunidade para ganhar dinheiro com as acrobacias.
As manifestaçoes brasileiras e afro-descendentes, partecipavam dos desfiles da cidade, muito famosa a festa, desfile de 2 de julho e nestas ocasioes aconteciam muitas vezes conflitos entre os capoeiristas.
A politica de recrutamento era um dos meios da autoridade para afastar da cidade os individos indesejaveis.
E com o fim do sec. XIX em que a repressao começa a ser mais forte, mas nao conseguiram acabar esta arte de trabalhadores, escravos, mulatos.
Uma das grandes diferenças com o Rio de Janeiro, era que no Rio existiam maltas de capoeiristas, enquanto que em Salvador existiam capoeiristas dentro das maltas, os conflitos em salvador eram mais pessoais em respeito ao Rio, em Salvador se dava mais importancia aos rituais das rodas de capoeira e talvez existia uma maior parte ludica em respeito a capoeira carioca.
E na baia que antes se ouvia contar de um instrumento musical, tipo um arco com uma corda e uma cabaça, mas ainda demorou muito tempo pra que esse instrumento fizesse parte da capoeira.

RECIFE

Sobre a capoeira de Recife nao existem tantos documentos como das outras cidades.
Se sabe que a ordem do dia era confrontos entre varios grupos rivais ao interno das marchas militares e especialmente durante os desfiles de carnaval pernambucano.
No inicio das marchas militares que percorriam as estradas de Recife tinham negros e mulatos jogando e brigando, sempre prontos a defender e proteger o proprio grupo, a capoeira era um complemento indespensavel nesses festejos.
No Recife a capoeira era de valentoes, protegidos e temidos pela fama de famosos personagens revoltados nordestinos, tinham sempre armas, como por exemplo bastoes e facas e preferiam se encontrar em locais que tinha musica. Os registros da policia estao cheios de avisos contra grupos de capoeira nos desfiles da cidade, dois grupos rivais e temidos estavam ligados a duas tropas militares que se confrontavam quando se encontravam, e eram “O Quarto” e “Espanha”.
As rivalidades entre bandas musicais foi sempre comum e antes do carnaval estas se intensificavam.
As revoltas sao sempre mais violentas e a repressao da policia aumentava entre o fim do sec. XIX e inicio do sec. XX, assim desde o inicio de 1900 os capoeiristas que gingavam e saltavam na frente dos desfiles deram inicio de uma maneira inconsciente, aos primeiros sinais do passo.
Muitos revoltados, capoeiristas, viajaram, fugiram de Pernambuco, outros se esconderam para depois voltar com uma ginga diferente, uma ginga que passou a ser conhecida como “passo” e seguia a musica do frevo, passando a ser espetaculo e atracçao.

“ A Capoeira nao tem apenas uma verdade, ela tem varias verdades e varias outras verdades que se fazem a cada roda a cada toque do berimbau, por isso a Capoeira nao pode ter um dono e muito menos um dono da verdade, nois temos ter humildade………..”
( Mestre Tony Vargas )

BREVE CENNO STORICO SULLA CAPOEIRA

Come già molti ci hanno raccontato la Capoeira nasce da un miscuglio di razze, nazioni, colori, credenze, rituali, tradizioni e culture diverse.
Molti africani venivano deportati come schiavi in Brasile e non solo, persone di diverse nazioni che poco e male potevano comunicare tra di loro.
Con il passar del tempo questo popolo di schiavi cominciò ad unirsi trovando linguaggi comuni, le loro tradizioni, religioni, danze e lotte si mescolarono; Tutto questo in un contesto per lo più europeo.
Uomini a cui tutto era stato tolto, dovevano rimpossessarsi della propria vita e per farlo la prima cosa era non perdere la propria cultura, riconoscere le proprie origini, conoscere la propria storia e sentire il ritmo dentro di loro, lasciarlo uscire e sentire chi erano.
Uomini che dovevano resistere a condizioni di vita impossibili e solo con la tenacia e la resistenza potevano sperare di uscirne vivi. Per resistenza non si intende solo quella fisica ma anche ideologica, resistere all’ imposizione dei nuovi valori culturali, di una nuova religione e lingua che venivano dettati dai padroni sui neri.
Attorno a questo mosaico culturale nasce un’unica opportunità di riordinare i propri valori e simboli partendo da due punti comuni: l’essere schiavo e l’essere nero africano.
Documenti che ci attestano dove, come, quando e con chi nasce la Capoeira non ce ne sono.
Le tradizioni africane venivano tramandate solo oralmente, i primi documenti che ci parlano di quest’arte sono di alcuni viaggiatori, sono negli archivi di polizia a partire dall’inizio del 1800 e dei primi ricercatori, studiosi del folclore brasiliano (inizio 1900).
Alcune ipotesi della nascita della Capoeira arrivano da viaggiatori che ci riferiscono di somiglianze con la danza del N’Golo in Angola, Bassula in Luanda, Mani o Bombosa a Cuba e ancora la Lagya a Martinica, ma non bisogna dimenticare che molti schiavi una volta comprata la propria libertà tornarono in terra africana.
I documenti che si sono salvati, parlano e ci raccontano invece di una Capoeira urbana, una lotta in cerca della libertà perduta, una forma di resistenza culturale e sociale.
Come tutte le manifestazioni culturali africane e poi afro-brasiliane, la Capoeira era perseguitata, marginalizzata, abbracciando in gran parte persone di bassa estrazione sociale, ognuno con la propria forma di “vadiare”. Una lotta che doveva essere tenuta nascosta, una lotta fatta di bande rivali, di sfide personali, erano in maggioranza neri africani e schiavi fino alla prima metà del 1800, dalla seconda metà del secolo XIX si vede anche la presenza di bianchi, stranieri, uomini liberi e pochissime donne. Una Capoeira fatta di malandri, lavoratori e schiavi.
Nel 1890 la Capoeira entra nel Codice Penale, perseguitata legalmente fino al 1934 quando si pone fine alla repressione con il decreto del Presidente Getulio Vargas.
Una Capoeira che doveva sopravvivere dentro un contesto ostile, modificarsi a seconda del luogo, delle condizioni e delle esigenze. Una Capoeira che diventa anche danza, attrazione, che combatte a suon di frevo nelle sfilate cittadine.
Con la fine della schiavitù, la Capoeira prende piede come la lotta brasiliana, i militari ne fanno uso, si porta l’insegnamento nelle caserme e nelle scuole, doveva essere l’orgoglio della nazione brasiliana. Viene portata fuori da un contesto marginale, la si divulga e la si istituzionalizza (1930) oggi quest’arte è riconosciuta come patrimonio culturale.
Partendo dal fatto che non esiste una sola ed unica veritiera Capoeira, prendiamo tre città modello, tre città di strategica importanza economica e politica che han sviluppato quest’arte con caratteristiche peculiari:
Rio de Janeiro, Salvador e Recife

RIO DE JANEIRO

Nei primi decenni del 1800 la Capoeira terrorizzava la città con le “Maltas”, gruppi rivali di capoeiristi che con coltelli o qualunque strumento appuntito percorrevano le strade. Una risposta culturale per sfidare lo stato schiavista.
Generalmente le informazioni degli archivi di polizia non danno grandi spiegazioni sulle violenze commesse dalle “maltas”, ma la brutalità dei castighi inflitti testimoniano la preoccupazione delle autorità.
La Capoeira non era solo contro l’autorità ma anche per delineare differenze e gerarchie tra le varie etnie di schiavi ed era una via di fuga per chi voleva riconquistare la propria libertà.
Si dividevano la città in quartieri, vie piazze e passare questi confini voleva dire affrontare battaglie e guerriglie.
Nella seconda metà del secolo XIX le due maltas principali furono i Guayamus ( si identificavano con i nuovi nativi brasiliani, mulatti) e Nagoas ( legati alla condizione di schiavi e africani).
Iniziano a far parte del mondo capoeiristico, mulatti, uomini liberi e neri nati già in Brasile, nuovi scontri nascono per mantenere la propria supremazia, africani contro brasiliani, schiavi contro uomini liberi, etc.
I gruppi di Capoeira avevano forti legami con i venditori, case da gioco, ambulanti e chioschetti.
Oltre alle maltas c’erano anche gli “amanti” della Capoeira come tradizione, come punto di incontro tra gli immigrati, si erano allontanati dalla violenza e generalmente rimanevano un po’ più isolati.
Il 1890 rappresenta l’anno della repressione legalizzata, l’assenza di posti nelle carceri e le continue fughe portano le autorità a deportare capoeiristi sull’isola di Fernando de Noronha.
Due dei maggiori artefici della repressione contro i capoeiristi sono stati: Sampaio Ferraz, e Nunes Vidigal portando alla quasi eliminazione delle maltas e della Capoeira carioca sopravvivendo con le figure dei “malandros”, o attraverso piccole corporazioni militari.

SALVADOR

“ tal e qual os carregadores de café do Rio, os da Bahia cantam e gritam, quando em serviço. Seu andar, porem, è sempre tardio e medido comparado com o trote acelerado de seu colegas fluminenses.” ( D. P. Kidder)
A Bahia le cose andarono in modo leggermente diverso, non ci furono forti gruppi e “maltas” come a Rio e il periodo di più forte repressione è stato intorno al 1920 con Azevedo Gordilho che non solo perseguitò la Capoeira ma tutte le manifestazioni culturali dei neri africani.
A Salvador si usava poco l’articolo 402, quelli che venivano presi non era a causa della Capoeira ma per vari tipi di crimini e lesioni corporali, articolo 303.
Nella seconda metà del secolo XIX la Capoeira non sempre veniva attaccata, faceva parte del quotidiano mondo dei lavoratori di strada, una forma per rompere la dura giornata lavorativa, segnare differenze gerarchiche e sociali e per le autorità era anche una forma di controllo.
Con l’aumento dell’autonomia di alcuni schiavi, l’aumento della popolazione nera libera, non sono solo più i “signori” (padroni degli schiavi) ma le stesse autorità a comandare su questo popolo di “rua”, intento a disciplinare il nero tanto nel suo lavoro quanto nel suo tempo libero.
La cultura della Capoeira abbracciava principalmente giovani, bambini e poche donne, tutti in contatto con la quotidianità della vita di strada.
Tutta la nuova zona portuale in costruzione era un punto di contatto strategico per i neri lavoratori, zona considerata ad alto rischio per la polizia, dove succedevano disordini e confronti tra capoeiristi.
È sempre in questa zona che fanno storia i “meninos de rua” tanto decantati da J. Amado, giocando Capoeira, che era anche un occasione per guadagnare dei soldi con le loro acrobazie.
Le manifestazioni brasiliane e afro-discendenti, partecipavano alle sfilate cittadine, molto famosa la festa, corteo del 2 luglio e in queste occasioni succedevano spesso scontri tra capoeiristi.
La politica del reclutamento era uno dei mezzi delle autorità per allontanare dalla città individui indesiderati.
È con la fine del secolo XIX che la repressione inizia ad essere più forte, ma non riuscì a cancellare quest’arte di lavoratori, schiavi, mulatti.
Una delle grandi differenze con Rio de Janeiro era che a Rio esistevano “maltas” di capoeristi, mentre a Salvador esistevano dei capoeiristi dentro le “maltas”, i conflitti a Salvador erano più personali rispetto a Rio, a Salvador si diede più importanza ai rituali della “roda de Capoeira” e forse esisteva una parte ludica maggiore rispetto alla Capoeira carioca.
E’ a Bahia che per prima si sente raccontare di uno strumento musicale, tipo un arco con una corda e una zucca, ma ci vorrà molto tempo prima che questo strumento venga associato con la Capoeira.

RECIFE

Sulla Capoeira di Recife non ci sono tanti documenti come per le altre due città.
Si sa che erano all’ordine del giorno tafferugli e scontri tra le varie bande rivali all’interno di cortei militari e specialmente durante le sfilate del carnevale pernambucano.
In testa alle sfilate militari che percorrevano le strade di Recife c’erano neri e mulatti giocando e litigando, sempre pronti a difendere e proteggere le proprie bande di appartenenza, la Capoeira era un complemento indispensabile per queste parate, ne sottolineavano l’autenticità.
A Recife la Capoeira era di “valentao”, protetti e temuti dalla fama di famosi personaggi rivoltosi nordestini, avevano sempre armi, come bastoni e coltelli e preferivano dove c’era la musica come luoghi di incontro. I registri di polizia sono pieni di avvisi contro bande di capoeiristi nelle sfilate cittadine, due bande rivali e temute erano legate alle due formazioni militari più famose per cui ci si batteva, ed erano “O Quarto” e “Espanha”.
Le rivalità tra bande musicali è sempre stata comune e prima del carnevale queste si intensificavano.
Le rivolte si fanno sempre più violente e la repressione della polizia si intensifica tra la fine del XIX secolo e l’inizio del XX, così fin dall’inizio del 1900 i capoeiristi che gingavano e saltavano in testa alle sfilate han dato inizio, in maniera quasi inconsapevole, ai primi segnali del “passo”.
Molti rivoltosi, capoeiristi, viaggiarono, fuggirono fuori dal Pernambuco, altri si nascosero per poi tornare alla ribalta con una ginga diversa, una ginga che è diventata “passo”e seguiva la musica del frevo, diventando così spettacolo e attrazione.

“Capoeira does not have a single truth, it has several truths and several other truths that are made at each Roda, at each sound of the berimbau, so Capoeira can’t have an owner and much less an owner of the truth, we have to be humble…”
( Mestre Tony Vargas ).

BRIEF HISTORY ON CAPOEIRA

As many have already told us, Capoeira comes from a mixture of races, nations, colours, beliefs, rituals, traditions and cultures.
Many Africans were deported as slaves in Brazil and beyond, they were people of different nations that could even hardly communicate between them.
As time went by, the slaves began to gather, finding a common language, mixing their traditions, their religions, their dances and fights. All of this happened in a mostly European environment.
For those men, everything had been taken away. They had to regain their lives and to do so they had, in the first place, to maintain their own culture, to recognize their origins, to know their history and to feel the beat inside of them, to let that beat out, thus feeling who they were.
Men, who had to stand through impossible life conditions, could hope to get out alive only with their tenacity and endurance. To endure means not only physically but also ideologically, to stand the dictation of new cultural values, a new religion and a new language that was imposed by their owners.
Around this cultural mosaic, an unique opportunity to reorder values and symbols rose, starting from two points in common: being a slave and being a black African.
There are no documents that certify where, how, when and with whom was Capoeira born.
The African traditions were in general passed on orally. The first documents that recorded this art form are in some travellers’ diaries, in the police files from the beginning of 1800 and from the work of the first researchers and scholars of Brazilian folklore (early 1900).
Some hypotheses about the origin of Capoeira come from travellers that identified similarities with the dance N’Golo in Angola, Bassula in Luanda, Mani or Bombosa in Cuba as well as Lagya in Martinique, but one should not forget that many slaves, once their freedom was regained, would come back to African lands.
The documents that survived up until now, tell us about an urban Capoeira, as a struggle seeking their lost freedom, as some kind of cultural and social resistance.
Like all African and then Afro-Brazilian cultural expressions, Capoeira was persecuted and marginalized because it embraced mainly people from lower social classes, each of them with its own way of “vadiar”. At that time, Capoeira was a hidden fight that expressed itself through battles either between rival gangs or between individuals defying each other. Until the first half of the 19th century capoeiristas were mostly black African people and slaves. It is only in the second half that the presence of Caucasian people, foreigners, free men and very few women is found. It was a Capoeira made of “malandros”, workers and slaves.
In 1890, Capoeira is introduced in the Brazilian Penal Code, being then legally persecuted until 1934 when, by the Decree of President Getulio Vargas, an end was put to this repression.
Capoeira had to survive in an hostile environment, adapting itself to different locations, conditions and needs. It was a Capoeira that would become a dance, an attraction or a fight to the music of frevo in urban parades.
With the end of Slavery, Capoeira kept on as the Brazilian fight, soldiers used it and it started being taught in barracks and in schools, it should be the Brazilian nation’s pride. After being taken out of the context of marginality, it spread being then institutionalized (1930).
Nowadays this art is recognized as a cultural heritage.
Granted that there is not just one and only true Capoeira, this are the three main cities that had an economic and political strategic importance and that developed this art with unique characteristics:
Rio de Janeiro, Salvador and Recife

RIO DE JANEIRO

In the early decades of the 1800s, Capoeira terrified the city with “Maltas”: groups of capoeiristas who went through the streets with knives or any sharp instrument. It was a cultural response to defy the slave state.
Generally, the information of the police files is insufficient on giving a great explanation on the violence committed by “maltas”, but the brutality of the punishments inflicted attests to the concern of the authorities.
Capoeira was not only against the authority but it also outlined differences and hierarchies between the various ethnic groups of slaves and it worked as an escape for those who wanted to regain their freedom.
The city was divided into districts, streets and squares, crossing the boundaries meant facing battles and guerrilla warfare.
In the second half of the 19th century, the two main maltas were the Guayamus (identified with the new native Brazilian, mulattoes) and Nagoas (related to the situation of the slaves and the African people).
Mulattoes, free men and blacks already born in Brazil, started to be part of the Capoeira world. New riots rose to maintain the supremacy: Africans against Brazilians, slaves against free men and so on.
The Capoeira groups had strong links with the sellers, the casinos, the hawkers and the kiosks.
Besides maltas, there were also the “lovers” of Capoeira as a tradition, as an immigrant meeting point. They had moved away from violence and generally remained a little bit isolated.
The 1890 represents the year of legalized repression, and because of the lack of places in prisons and the constant getaways, the authorities deported many capoeiristas to the island of Fernando de Noronha.
Two of the major authors of repression against capoeiristas were Sampaio Ferraz and Nunes Vidigal, they almost led to the total elimination of maltas and the Capoeira from Rio, surviving only with the figures of the “malandros” and through some small military corporations.

SALVADOR

“Just like the coffee carriers from Rio, those from Bahia sing and scream while working. Their way of walking though, is always slower when compared to the fast pace of their Rio’s colleagues.”(DP Kidder)
In Bahia it was somehow different, there were no strong groups and “maltas” as in Rio and the period of the stronger repression was around 1920 with Azevedo Gordilho that persecuted not only Capoeira but also any kind of African cultural events.
In Salvador, the Article 402 was not used as much. People were arrested more due to various types of crimes and injuries listed in Article 303 than strictly because of Capoeira.
In the second half of the 19th century, Capoeira was no longer repressed as much and it became part of the street workers daily world, as a way to break with their hard working day, to underline differences and social hierarchies and as a mean of control for the authorities.
With the increased autonomy of slaves and the growth of the free black population, both the “lords” (slave masters) and the authorities attacked this street nation, aiming to impose discipline both at work and in their spare time.
The culture of Capoeira was mainly embraced by young men, children and a few women, all of them in touch with the everyday street life.
The entire new docks area, under construction, was a strategic point of contact for black workers, an area that was considered at high risk for the police, where riots and clashes between capoeiristas happened. It is in this area that “meninos de rua”(street kids), so praised by Jorge Amado, played Capoeira, which was also an opportunity for them to earn money with their acrobatics.
The Brazilian and Afro-descendants cultural movements started to participate in urban parades, where the most famous was the parade on the 2nd of July, and in these occasions often clashes between capoeiristas occurred.
And, for the authorities, the policy of recruitment was one of the means to send away from the city everyone who were “unwanted” there.
It is at the end of the 19th century that repression gets stronger, but still not enough to wipe out this art of workers, slaves, mulattos.
A major difference between Salvador’s and Rio’s Capoeira is that in Rio there were “maltas” of capoeristas, while in Salvador there were capoeiristas in the “maltas”, the riots in Salvador were more personal than in Rio, in Salvador the rituals of the “roda de Capoeira” had more importance and perhaps there was more playfulness than in the Capoeira carioca (from Rio).
It is in Bahia that we find the first reports on a musical instrument, a bow with a rope and a cabaça, but it took a long time before this instrument is associated with Capoeira.

RECIFE

There are not as much documents about Capoeira in Recife than on the other two cities.
We know about frequent riots and clashes between rival gangs in various military parades, especially during the parade of Pernambuco’s carnival.
At the head of the military parades, that covered Recife’s streets, there were blacks and mulattos playing and fighting, always ready to defend and protect their gang members. Capoeira was an essential part of these parades, emphasizing their authenticity.
In Recife, Capoeira was of “Valentão”, protected and feared, thanks to the fame of famous North-eastern rebels, who always had weapons such as sticks and knives and who preferred meeting places where there was music. Police records are full of warnings against capoeiristas gangs in urban parades. Two rival and feared gangs were linked to the two most famous military formations: “O Quarto” and “Espanha”. The rivalry between musical bands has always been common but it was before carnival that this rivalry would become much more intense.
The riots became more violent and the police repression intensified in the late 19th and early 20th century. So from the beginning of 20th century capoeiristas started to do the “ginga” and to jump ahead in parade, in an almost unconscious way, showing the first signs of the “basic-step”.
Many rioters and capoeiristas travelled, fleeing out of the State of Pernambuco, others hid and then returned with a different ginga. A ginga that became a “step” and that followed the music of frevo, making it a show, a touristic attraction.

Sapeca

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