NAQUELE TEMPO – ODÓ YÁ YEMANJÁ

Quarta Edição, Fevereiro 2013:

ODÓ YÁ YEMANJÁ

yemanja

Texto de Sapeca

No dia 2 de Fevereiro, é comemorada e celebrada Yemanjá, Rainha do Mar.
Yemanjá vem da África, como todos os outros Orixás, originária da região Egbá, onde ela era rainha.
Egbá (Nigéria) era uma nação yorubá, onde ainda existe o rio yemoja (morada do Orixá) e o nome da rainha deriva de Yeye Omo Ejá (mãe cujos filhos são peixes).
As guerras entre as nações yorubá levaram os habitantes da região Egbá a emigrar, no início do século XIX, e, não podendo levar consigo o rio, esse povo levou todos os objetos sagrados, amuletos e pequenas estátuas para o axé de Yemanjá.
A cidade de Abeokutá (Nigéria) e o rio Ogun (não confundir com o Orixá Ogum) se tornaram a sua nova morada, e lá, o templo principal se encontra no bairro Ibará.
Filha de Olookun, deus do mar, casada com Orunmila de quem teve 10 filhos (dos quais são descentes os outros Orixas) e depois com o rei de Ifé Olofin.
Existem muitas lendas sobre essa rainha, mas entre elas duas são mais conhecidas.
A primeira conta que, cansada de estar no reino de Ifé, Yemanjá foge levando consigo uma garrafa oferecido por seu pai e que deveria se quebrar só em caso do perigo e necessidade. Perseguida pelo exército do marido, Yemanjá quebrou a garrafa e dela nasceu um rio que a levou ao reino Okun, um oceano e morada de Olookun.
A segunda fala do abuso sofrido por um de seus filhos, a ira de Yemanjá explode e de seus seios correm dois rios que a levam a viver para sempre no mar.
Yemanjá é retratada como uma mulher formosa, de grandes seios, símbolo de fecundação e de maternidade, recebe ofertas como pratos à base de carneiro e milho e é venerada com:
“Rainhas das águas que vem da casa de Olokum.
Ela usa, no mercado, um vestido de contas.
Ela espera orgulhosamente sentada, diante do rei.
Rainha que vive nas profundezas das águas.
Ela anda a volta da cidade.
Insatisfeita, derruba as pontes.
Ela é proprietéria de um fuzil de cobre.
Nossa mãe de seios chorosos”.

Yemanjá no Brasil

yemanja1

Yemanjá é a rainha do mar, chamada com diversos nomes: janaina, dona janaina, princesa do mar, princesa do Aioká, sereia do mar, dona maria, rainha do mar, sereia mukunà, inaè etc ..
No Brasil é sincretizada (segundo Pierre Verger) com Nossa Senhora da Conceição, na Bahia se diz que há sete características de Yemanjá e que sábado é o dia a ela dedicado e onde suas filhas se vestem, de preferência, de azul claro e usam colares de pérolas de vidro transparente. Na dança, se imitam os movimentos das ondas do mar, trazendo na mão um leque e se saúda Yemanjá ao grito de: “Odó Iyá” (mãe do rio).
Yemanjá vem frequentemente representada como uma sereia de cablo longos e soltos ao ventos, ela gosta de luxo, jóias vistosas e caras.
Diz-se que as filhas de Yemanjá são fortes, rigorosas, protetoras, às vezes impetuosas e arrogantes, têm a noção de hierarquia, se fazem respeitar, põe à prova a amizidade e levam seu tempo a perdoar, mas nunca esquecendo.
A festa de 2 de fevereiro na praia de Rio Vermelho, em Salvador da Bahia, é uma das mais povoadas e populares do ano. Nesse dia, uma longa fila de gente se forma em frente à sua casa (diariamente usa por pescadores para pesar o peixe), construída na falésia sobre o mar, trazendo suas oferendas. As oferendas são variadas: comida, flores, espelhos, sabões, pentes, perfumes, tecidos e outros presentes adequados a uma mulher bela e vaidosa. Não faltam doações em dinheiro e cartas com pedidos.
Tudo é preparado e colocado num cesto enorme, coberto de flores, que é levado em procissão até à praia e colocado nas barcas. Muitas outras barcas acompanham, avançando para o mar aberto, onde os cestos são depositados sobre as ondas.
Segundo a tradição, o sinal de que as oferendas foram aceites é quando elas mergulham até ao fundo do mar, se voltam à superfície ou à praia é um sinal de rejeição, para grande tristeza de seus admiradores e dos pescadores.
No Rio de Janeiro, Yemanjá é também muito festejada na noite de 31 de Dezembro, quando milhares de pessoas se espalham nas praias para lhe dar flores, oferendas e para acender velas em sua homenagem.
Yemanjá de tantos poderes e nomes, é venerada por pretos e brancos, nada se transforma, nada acontece sem a sua vontade, não existe força maior do que o mar, a água, a força que decide sobre a vida dos pescadores, das barcas, dos “pais e mães de santo”, de todos aqueles que se dirigem ao mar azul.

Il due febbraio è il giorno in cui si celebra, si festeggia la Regina del mare Yemanja.
Yemanja arriva dall’Africa come tutti gli altri Orixas, originaria della regione di Egbà di cui era regina.
Egbà (Nigeria) era una nazione iorubà dove ancora esiste il fiume yemoja (dimora dell’orixa), il nome della regina deriva da Yèyé Omo Ejà (madre i cui figli sono pesci).
Le guerre tra le nazioni ioruba portarono gli abitanti della regione Egbà a emigrare all’inizio del secolo XIX, non potendo portare con se il fiume questo popolo portò con se tutti gli oggetti sacri, amuleti e statuine per l’Axe di Yemanja.
La città di Abeokutà (Nigeria) e il fiume Ogun (che non va confuso con l’orixa Ogum), divennero la sua nuova dimora, il tempio principale si trova nel quartiere di Ibarà.
Figlia di Olookun, dio del mare, sposata con Orunmila da cui ha avuto 10 figli (da cui discendono gli altri Orixas) e poi con il re di Ifé Olofin.
Ci sono tante leggende su questa regina, due delle quali più conosciute.
La prima vuole che, stanca di trovarsi nel regno di Ifé, scappa portandosi dietro una caraffa datole dal padre che avrebbe dovuto rompere solo in caso di pericolo e bisogno. Inseguita dall’esercito del marito Yemanja rompe la caraffa da cui si creò un fiume che la portò nel regno Okun, un oceano residenza di Olookun.
La seconda ci parla dell’abuso subito da parte di uno dei suoi figli, la rabbia di Yemanja esplode e dai suoi seni scaturiscono due fiumi che la porteranno a vivere per sempre nel mare.
Viene ritratta come una donna formosa dai grandi seni, simbolo della fecondazione e della maternità, riceve offerte con piatti a base di pecora e mais ed è riverita con :
“Rainhas das águas que vem da casa de Olokum.
Ela usa, no mercado, um vestido de contas.
Ela espera orgulhosamente sentada, diante do rei.
Rainha que vive nas profundezas das águas.
Ela anda a volta da cidade.
Insatisfeita, derruba as pontes.
Ela é proprietéria de um fuzil de cobre.
Nossa mãe de seios chorosos”.

Yemanja in brasile

Yemanja è la regina del mare, chiamata con diversi nomi, janaina, dona janaina, princesa do mar, princesa do Aiokà, sereia do mar, dona maria, rainha do mar, sereia mukunà, inaè etc ..
In Brasile è sincretizzata (secondo Pierre Verger) con Nossa Senhora da Conceiçao, a Bahia si dice che ci siano sette caratteristiche di Yemanja, il sabato è il giorno a lei dedicato e le sue figlie si vestono di preferenza di azzurro chiaro e portano collane con perline di vetro trasparenti. Nella danza si imitano i movimenti delle onde del mare con in mano un ventaglio e la si saluta al grido di: “Odò Iyà” (madre del fiume).
La si rappresenta spesso come una sirena dai lunghi capelli sciolti al vento, le piace il lusso, i gioielli vistosi e costosi.
Si dice che le figlie di Yemanja siano forti, rigorose, protettrici, a volte impetuose e arroganti, hanno il senso della gerarchia, si fanno rispettare, mettono alla prova le amicizie e ci mettono tempo a perdonare, ma senza mai dimenticare.
La festa del 2 di febbraio sulla spiaggia di Rio Vermelho a Salvador di Bahia è una delle più popolate e popolari dell’anno. In questo giorno una lunga fila di persone si forma davanti alla sua casa (quotidianamente usata dai pescatori per pesare il pesce)costruita sul promontorio della spiaggia, per portare le proprie offerte. Le offerte variano da: cibo, fiori, specchi, saponette, pettini, profumi, tessuti e altri adatti a una donna bella e vanitosa. Non mancano doni in soldi e lettere di richieste.
Tutto è preparato e messo su enormi ceste, ricoperte di fiori, che vengono poi portate da una processione fino alla spiaggia e messe sulle barche. Molte altre barche l’accompagnano per inoltrarsi in mare aperto dove le ceste sono depositate sulle onde.
Secondo la tradizione, il segno che le offerte siano state accettate è che devono immergersi fino al fondo, se tornano a galla o in spiaggia è segno di rifiuto con grande tristezza dei suoi ammiratori e dei pescatori.
A Rio de Janeiro è molto festeggiata anche la notte del 31 dicembre, quando migliaia di persone si riversano sulle spiagge per donarle fiori, offerte e accendere candele in suo onore.
Yemanja di tanti poteri e nomi, è venerata da neri e bianchi, nulla si trasforma, nulla succede senza la sua volontà, non esiste forza maggiore del mare, dell’acqua, la forza che decide sulla vita dei pescatori, delle barche, dei “pais e mães de santo”, di tutti quelli che si rivolgono al blu del mare.
February 2nd is the day in which Yemanja, the Queen of the sea, is commemorated and celebrated.
Yemanja comes from Africa like all other Orixas, she is from the region Egba, where she was the queen.
Egba (Nigeria) was a yoruba nation, where the river Yemoja (home of the Orixa) still exists. The name of the queen comes from Yeyé Omo Ejá (mother whose children are fish).
Wars between yoruba nations led the Egba region inhabitants to emigrate, at the beginning of the 19th century, and because they were not able to take the river with them, they decided to take instead all the sacred objects, amulets and statues for Yemanja’s Axe.
The city of Abeokuta (Nigeria) and the Ogun river (not to be confused with the Orixa Ogum), became her new home and there the main temple is in the district of Ibara.
Olookun’s daughter, god of the seas, she was married to Orunmila with whom she had 10 children (from these children descend the other Orixas) and then with the king of Ifé Olofin.
There are many legends about this queen, but two of which are the most well known.
The first one goes on that, tired of being in the kingdom of Ifé, she run away carrying a jug, given to her by her father, a jug that she should only break in case of danger and need. Pursued by her husband’s army, Yemanja broke this jug and from it a river was created, leading her into the kingdom Okun, an ocean and residence of Olookun.
The second one tells us about the abuse suffered by one of her sons, the anger of Yemanja exploded with it and from her breasts two rivers flowed leading her to live forever in the sea.
She is portrayed as a shapely woman with large breasts, the symbol of fertility and motherhood, she receives presents like dishes made out of sheep and corn and is revered with:
“Rainhas das águas que vem da casa de Olokum.
Ela usa, no mercado, um vestido de contas.
Ela espera orgulhosamente sentada, diante do rei.
Rainha que vive nas profundezas das águas.
Ela anda a volta da cidade.
Insatisfeita, derruba as pontes.
Ela é proprietéria de um fuzil de cobre.
Nossa mãe de seios chorosos”.

Yemanja in Brazil

Yemanja is the queen of the seas, called with different names, janaina, dona janaina, princesa do mar, princesa do Aioka, sereia do mar, dona maria, rainha do mar, sereia mukuna, inae etc. ..(According to Pierre Verger) In Brazil she is syncretised with Nossa Senhora da Conceição. In Bahia it is said that there are seven characteristics of Yemanja and that Saturday is the day dedicated to her, where her daughters dress preferably light blue colours and wear necklaces with transparent glass pearls. In the dance the movements of the waves are imitated, holding in one hand a fan and greeting Yemanja by shouting: “Odo Iya” (the river’s mother).
Often she is represented as a mermaid with long hair flowing in the wind. She likes luxury, flashy and expensive jewellery.
It is said that Yemanja’s daughters are strong, strict, protective, sometimes impetuous and arrogant, they have sense of hierarchy, are respected, test friendships and need time to forgive, although they never forget.
The celebration of the 2nd of February on the beach in Rio Vermelho, Salvador da Bahia, is one of the most populated and popular of the year. On this day many people line up, in a long line, in front of her house (daily used by fishermen to weigh fish), built on the cliff above the sea, bringing her gifts. The range of gifts is varied: food, flowers, mirrors, soap, combs, perfumes, textiles and other gifts suited to a beautiful and vain woman. Donations in money and letters with requests are not lacking as well.
Everything is prepared and put on huge baskets, covered with flowers, then carried by a procession to the beach and put on boats. Many other boats accompany advancing towards the open sea where the baskets are left on the waves.
According to the tradition, the sign that the gifts have been accepted is when they dive to the bottom, if they return to the surface or to the beach, it is a sign of rejection, causing great sadness on her admirers and fishermen.
In Rio de Janeiro, Yemanja is also celebrated on the night of December 31st, when thousands of people pile up on the beaches, giving her flowers, offerings and light candles in her honour.
Yemanja of many powers and names, is revered by black and white people, nothing changes, nothing happens without her will, there is no greater power than the sea, the water, the force that decides on the life of fishermen, of boats, of “pais e mães de santo “, of all those who come to the blue sea.
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